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Um detalhe que os apaixonados pelas duas rodas esquecem, é o PERIGO com a vibração que suas máquinas emitem.

Este é um detalhe que na maioria das vezes, passa por despercebido – ou é ignorado – pelos motociclistas, e que provoca SÉRIOS problemas de saúde e até mesmo acidentes fatais.

No caso de acidentes, não me refiro ao fato de perder o controle do guidom, por não conseguir segurá-lo durante uma trepidação, por exemplo… não é isso!

A vibração das máquinas em duas rodas, que às vezes passa por despercebida pelos motociclistas, pode provocar problemas SÉRIOS à saúde e inclusive de orientação espacial, tais como:

– Dores de cabeça
– Irritação e nervosismo
– Aumento da frequência cardíaca
– Náuseas e vômitos
– Perda do equilíbrio
– Visão turva
– Falta de concentração
– Lentidão dos reflexos e da velocidade de reação
– Sensação do corpo estar vibrando
– Formigamento nas mãos e dedos
– Síndrome de Raynaud

No caso de atividades profissionais, a vibração é tratada como um problema de saúde ocupacional, e que conforme o caso, o trabalhador pode ser indenizado através de adicional de insalubridade, chegando em até 40%, sobre o salário mínimo.

A vibração no corpo ou em partes dele, deve ser levada a sério, uma vez que, no caso da Síndrome de Raynaud, a irrigação sanguínea nas mãos/pés e dedos, é interrompida devido o “fechamento” dos vasos sanguíneos, levando à morte de tecidos, ao ponto de ser necessário a amputação.

Sei que andar de moto não é trabalho, a não ser nos casos de moto-boy e outras profissões similares que se utilizam das duas rodas, enquanto uma ferramenta de trabalho.

O fato é que muitos apaixonados pelas duas rodas, as utilizam enquanto uma opção de lazer, prazer, liberdade, entre outras sensações e emoções que só quem é motociclista, pode explicar.

Por outro lado, são essas mesmas sensações e sentimentos que mascaram um dos vilões presentes no prazer da pilotagem, que é a vibração da moto, seja de partes dela, como no guidom e/ou pedaleiras, até mesmo, da máquina como um todo.

Então, segue 7 dicas para uma pilotagem, menos vibrante – se é que me entendi – e mais emocionante.

1. Suspensão e amortecedores
Faça a manutenção da suspensão e dos amortecedores de sua moto.

2. Pneus para cada tipo de piso
Utilize pneus adequados para cada tipo de piso.

3. Calibre os pneus
Calibre os pneus conforme recomendações do fabricante, considerando o tipo de terreno e peso sobre a moto.

4. Luvas antivibração
Ao escolher sua luva, verifique se ela possui tecnologia de absorção da vibração

5. KM por dia
Isso pode ser relativo, mas evite rodar/viajar mais que 300 ou 400 km/dia.

6. Pausas e descansos
Durante uma viagem de horas e dias, faça pausas regulares, aproveite para alongar-se, faça uma caminhada de 10 minutos, com alguns movimentos de abrir e fechar as mãos, isso irá ajudar na circulação do sangue pelo corpo e a compensar a postura sentada.

7. Rotação por Minuto – RPM
Quanto mais você acelera, mais o motor irá vibrar. Mantenha uma RPM de equilíbrio, entre aceleração e vibração.

E saiba, moto é moto, mas para cada tipo de viagem, terreno e distância, existe a moto certa de se usar.

Sobre o autor

Anderson Rodrigues Freitas

Graduado em Educação Física. Mestre em ciências pelo Hospital de Câncer de Barretos (Hospital de Amor). Especialista em Ergonomia (Senac-SP – campus Ribeirão Preto). Professor convidado do curso de Pós-graduação em Ginástica Laboral e Ergonomia (FMU). Profissional Delegado do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4/SP). Diretor Administrativo da Associação Brasileira de Ginástica Laboral (ABGL). Membro do Conselho Editorial da Revista Preven. CEO e Diretor Técnica da Ergo Company.

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