Ergonomia: ciência que transforma seus negócios

Você sabe que é Ergonomia?

Provavelmente você já ouviu em algum lugar o termo ergonomia, seja vindo de um vendedor ou na descrição de um produto: "possui cabo ergonômico", "cadeira ergonômica", "monitor de computador ergonômico". Mas o que seria isso? Será que ergonomia é um produto?

Para começarmos nossa explicação, precisamos saber o que é ergonomia, para depois entendermos como os seus conceitos são aplicados a produtos, serviços e/ou processos produtivos formais (trabalho) e não formais (no seu tempo de lazer, por exemplo).

Precisamos entender que a Ergonomia NÃO é uma Norma Regulamentadora (NR), e sim uma ciência que estuda a interação dos seres humanos com os mais variados sistemas produtivos, e que visa identificar quais as implicações que esta interação pode apresentar para a saúde do trabalhador e para o desempenho de suas habilidades e competências durante o seu fazer ocupacional.

Em outras palavras é uma ciência do trabalho, com um ponto de vista a partir da óptica do trabalhador (Guérin, et. al., 2012). Isso quer dizer que a ergonomia estuda o trabalho na perspectiva do COMO FAZER do trabalhador, a fim de estabelecer uma relação de equilíbrio entre o saber-fazer do operário, com aquilo que lhe é associado para o desenvolvimento de suas atividades ocupacionais - máquinas, ferramentas, equipamentos, mobiliário, local, organização, exigências cognitivas, entre outros.

Neste sentido, a ergonomia enquanto ciência visa compreender as interlações entre o pré-determado pelo trabalho (tarefa = aquilo que é determinado pela empresa) e o saber-fazer do trabalhador (atividade = como o trabalhador desenvolve e lida com suas atividades). Em todo processo de trabalho, por mais que pensado, planejado e simulado previamente por planilhas ou simuladores ou por comparações com situações semelhantes de trabalho, quando unido às particularidades e características individuais dos trabalhadores, podem não retratar um equilíbrio entre as condições salutares do trabalho, e a valorização do sistema produtivo na medida que favorece o desempenho deste trabalhador.

A função do ergonomista - profissional especialista em ergonomia - é compreender como os trabalhadores desenvolvem suas atividades (saber-fazer) a partir de uma Análise Ergonômica (saiba +) e juntamento com todos envolvidos, estabelecer ações ergonômicas que favoreçam os trabalhadores à realizarem suas atividades sem sofrer com os contrangimentos que lhe impedem de produzir mais e melhor, e acima de tudo, aquelas que lhes impõem condições degradantes à saúde dos mesmo.

Os conceitos da ergonomia podem - e devem - ser aplicados ao trabalho a qualquer momento, seja na construção de um posto de trabalho, na avaliação e controle das relações dos trabalhadores com o seu trabalho. Isso quer dizer que, a criação de uma situação de trabalho ou a sua modificação deve ocorrer a partir do fazer do trabalhador e não da designação do trabalho, exemplo:

"Determinada empresa comprou uma máquina para estampar camisetas. Esta máquina foi pensada e elaborada para fazer estampas em camisetas, e devido seu tempo para fixar um "desenho" em uma malha, o fabricante estima que em 60 minutos, é possível fixar 30 estampas".

Onde o conceito da ergonomia se aplica neste caso?

Não na máquina, mas no COMO o trabalhador interage com ela: quais as suas dificuldades, limitações, quais estratégias são adotadas para atingir as metas, como o trabalhador resolve problemas no processo, quais os momentos do processo pode favorecer o desenvolvimento de uma doença ocupacional. A máquina de estampa pode ser funcional ao ponto de vista industrial (realiza o que promete), mas não na perspectiva de favorecer o processo de trabalho, pois a máquina em questão pode oferecer situações que impedem o desempenho do trabalhador e implica na degradação de sua saúde.

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